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23 de fevereiro de 2025

Health Growth Lab: Nuria e Google reúnem especialistas para debater o futuro da busca na saúde

Foto do palco do Health Growth Lab 2026

O futuro da saúde já está sendo discutido e a Nuria teve o orgulho de reunir quem está ajudando a construí-lo.

Em parceria com o Google, nós realizamos o Health Growth Lab, um encontro que reuniu especialistas, lideranças e profissionais dos setores de tecnologia, marketing e saúde para uma conversa necessária sobre uma das transformações mais relevantes da jornada do paciente: a evolução da busca e o impacto da inteligência artificial na forma como as pessoas descobrem, escolhem e acessam serviços de saúde.

Mais do que um evento, o Health Growth Lab foi um espaço para conectar perspectivas, provocar novas perguntas e olhar para o futuro da aquisição de pacientes. Foi também uma oportunidade de colocar diferentes experiências e conhecimentos em diálogo para entender o que muda quando a busca deixa de ser apenas um ponto de partida e passa a participar cada vez mais da decisão.

Para nós, da Nuria, foi um momento de muito orgulho. Ao lado do Google e de grandes nomes do setor, conseguimos criar um ambiente para discutir tendências que já estão transformando o mercado e, principalmente, refletir sobre como as instituições de saúde podem se preparar para essa nova realidade.

Afinal, o paciente mudou, a tecnologia mudou e a busca também.

E, diante dessa transformação, uma pergunta ganha cada vez mais força: como as instituições de saúde podem estar preparadas não apenas para serem encontradas, mas para serem escolhidas e acessadas em uma jornada cada vez mais digital?

É essa conversa que o Health Growth Lab colocou no centro do debate.

O que foi o Health Growth Lab?

O Health Growth Lab foi um evento criado para colocar em discussão uma transformação que já está acontecendo no setor: a mudança na maneira como pacientes descobrem, avaliam e acessam serviços de saúde.

A discussão passa por temas que, até pouco tempo, poderiam ser analisados separadamente. Hoje, porém, eles estão cada vez mais conectados:

  • busca e descoberta;

  • inteligência artificial;

  • presença digital;

  • dados;

  • personalização;

  • experiência do paciente;

  • conveniência;

  • automação;

  • conversão;

  • aquisição de pacientes.

Nesse cenário, estar presente digitalmente já não é suficiente. As instituições precisam criar condições para que o paciente encontre, compreenda, escolha e acesse o serviço de saúde com o mínimo possível de atrito.

De fato, foi uma discussão rica, com pessoas de alto nível, não só de hospitais parceiros, mas também do Google e da área de IA. A gente conseguiu mostrar para o setor de saúde como um todo a importância de estar presente no Google e de ter as ferramentas corretas de conversão para trazer o paciente para dentro.

O encontro também reforçou uma mudança importante de perspectiva: a busca não deve ser analisada apenas como o primeiro contato do paciente com uma instituição. Ela está cada vez mais próxima dos momentos de decisão e ação.

O paciente mudou e a busca também

O chamado paciente digital ganhou autonomia.

Antes de entrar em contato com uma instituição, ele pode pesquisar sintomas, especialidades, profissionais, tratamentos, localização, disponibilidade e formas de atendimento. Também pode comparar alternativas e buscar informações que ajudem a reduzir sua incerteza antes de tomar uma decisão.

Consequentemente, a jornada de aquisição de pacientes começa antes do contato direto com a instituição.

Esse movimento coloca a busca online em uma posição estratégica. Afinal, se o paciente utiliza o ambiente digital para construir sua decisão, a presença da instituição nesse ambiente passa a fazer parte da própria experiência de cuidado.

Além disso, a conveniência ganhou peso.

Encontrar uma informação é importante. Entretanto, conseguir avançar rapidamente para uma ação é igualmente relevante. Se o paciente encontra um profissional ou serviço, mas precisa enfrentar diferentes etapas para descobrir como agendar, por exemplo, existe uma ruptura entre descoberta e acesso.

É justamente nessa conexão que a experiência digital ganha importância.

O que mudou na jornada do paciente?

A transformação pode, agora, ser observada em diferentes etapas:

  1. Descoberta: o paciente utiliza canais digitais para encontrar informações sobre serviços, especialidades e profissionais.

  2. Avaliação: depois de encontrar uma possibilidade, ele busca elementos que ajudem a decidir se aquela instituição ou profissional atende às suas necessidades.

  3. Decisão: informações, contexto, conveniência e confiança passam a influenciar a escolha.

  4. Acesso: a experiência precisa permitir que o paciente avance para o agendamento e para o atendimento sem obstáculos desnecessários.

  5. Relacionamento: a jornada não termina no primeiro atendimento. Os dados e as interações gerados ao longo do processo podem contribuir para uma experiência mais integrada e personalizada.

Em outras palavras, a digitalização da saúde não significa apenas levar processos existentes para a internet. Ela exige repensar a própria jornada.

O futuro da busca na saúde será mais inteligente

A evolução da busca foi um dos pontos centrais das discussões do Health Growth Lab.

A lógica tradicional de apresentar uma lista de resultados vem dando espaço a experiências capazes de compreender melhor o contexto, a intenção e a necessidade por trás de uma pesquisa.

Nesse movimento, a inteligência artificial assume um papel cada vez mais relevante.

O usuário não precisa necessariamente formular uma consulta simples e objetiva para encontrar uma resposta. As novas experiências de busca caminham para interações mais contextualizadas, capazes de ajudar na exploração de um tema e na tomada de decisão.

Isso tem implicações importantes para a saúde.

Quando uma pessoa procura uma especialidade, por exemplo, ela não está necessariamente procurando apenas uma página. Ela pode estar tentando entender qual profissional procurar, qual serviço atende à sua necessidade, onde encontrar atendimento e qual será o próximo passo.

A busca passa, portanto, de uma lógica de encontrar uma informação para uma lógica mais próxima de encontrar um caminho para resolver uma necessidade.

E os números ajudam a dimensionar essa mudança.

Segundo dados oficiais do Google apresentados no contexto do tema, três em cada quatro usuários afirmam que o AI Mode e os resumos de IA os ajudam a decidir mais rápido e com mais confiança.

Esse dado é especialmente relevante para instituições de saúde porque mostra que a evolução da busca não está restrita à tecnologia. Ela interfere diretamente no processo de decisão do usuário.

Da pesquisa por informação à descoberta orientada por contexto

A inteligência artificial amplia a capacidade dos ambientes digitais de interpretar aquilo que o usuário procura.

Para as instituições de saúde, isso significa que a estratégia digital precisa acompanhar uma mudança importante: não basta produzir conteúdos pensando apenas em palavras-chave isoladas.

É necessário compreender as dúvidas, intenções e necessidades que estão por trás das buscas.

Por isso, temas como conteúdo, autoridade, dados estruturados, experiência digital, presença nos canais de busca e qualidade das informações ganham ainda mais importância.

A instituição precisa estar preparada não apenas para aparecer, mas para ser compreendida e considerada dentro de uma jornada de decisão cada vez mais assistida por tecnologia.

Da busca ao agendamento: onde está a oportunidade?

Ser encontrado é apenas uma parte do desafio.

Imagine um paciente que realiza uma busca, encontra uma instituição, identifica um serviço adequado e decide avançar. Se, nesse momento, o processo de agendamento for complexo, lento ou pouco intuitivo, parte do valor criado pela presença digital pode ser perdida.

Por isso, a oportunidade está em conectar as diferentes etapas da jornada:

Busca → escolha → experiência → agendamento → atendimento → relacionamento

Essa conexão aproxima dois conceitos que historicamente foram tratados de maneira separada: marketing e acesso à saúde.

A aquisição de pacientes não depende somente de campanhas, mídia ou visibilidade. Ela também está relacionada à capacidade de transformar interesse em uma ação concreta. E a ação precisa ser conveniente.

Os dados do mercado mostram a dimensão dessa mudança. Em 2025, mais de 88 milhões de consultas foram agendadas por meios digitais no Brasil, segundo o levantamento Perfil do Paciente Digital 2026, da Doctoralia.

O agendamento online, portanto, já faz parte do comportamento de uma parcela significativa dos pacientes.

Para as instituições, isso cria uma oportunidade clara: transformar a presença digital em uma porta de entrada efetiva para o cuidado.

O que pode impedir essa conversão?

Mesmo quando existe demanda, alguns pontos podem gerar atrito na jornada:

  • informações desatualizadas ou incompletas;

  • dificuldade para encontrar o serviço adequado;

  • excesso de etapas até o agendamento;

  • ausência de canais digitais integrados;

  • falta de conveniência na escolha de horários;

  • experiências diferentes entre canais;

  • processos que exigem repetição de informações;

  • pouca conexão entre dados e relacionamento com o paciente.

Por isso, pensar em conversão na saúde exige olhar para toda a experiência.

Esse evento, para mim, hoje foi um sucesso, porque, além de as pessoas virem e aprenderem conteúdos, a parte do networking foi incrível. A gente trocou ideias, eu conheci pessoas. Achei que eventos como esse são muito importantes para o sistema de saúde.

Rodolfo Chung, CEO da Memed Prescrições Digitais

A gente está vendo um futuro brilhante para o mercado de saúde, e o próximo passo é construir juntos essas experiências para os usuários, para as pessoas.

Eitan Blanche, líder para parcerias na busca do Google


O que fica do Health Growth Lab?

O Health Growth Lab mostrou que a transformação da jornada do paciente já está acontecendo e que as instituições de saúde precisam acompanhar esse movimento de forma integrada. O paciente está mais digital e autônomo, enquanto a busca evolui para experiências mais inteligentes e contextualizadas, impulsionadas pela inteligência artificial. 

Ao mesmo tempo, estar presente digitalmente deixou de ser suficiente: é preciso transformar a visibilidade em ação, conectando descoberta, decisão, agendamento e acesso ao cuidado. Nesse cenário, dados, personalização, automação, conveniência e uma experiência omnichannel consistente ganham cada vez mais relevância. 

Mais do que adotar novas tecnologias, o desafio está em conectar essas capacidades em torno de uma jornada mais simples, fluida e alinhada às necessidades do paciente. 

A transformação já está acontecendo 

A discussão sobre futuro da busca e digitalização da saúde não acontece em um cenário hipotético.

O comportamento dos pacientes já produz números que mostram a dimensão dessa transformação.

De um lado, mais de 88 milhões de consultas foram agendadas digitalmente no Brasil em 2025, evidenciando a importância dos canais digitais na etapa de acesso.

De outro, a evolução da inteligência artificial está alterando a maneira como as pessoas encontram e avaliam informações. O dado de que três em cada quatro usuários dizem que o AI Mode e os resumos de IA ajudam a decidir mais rápido e com mais confiança mostra que a tecnologia já começa a participar diretamente do processo de decisão.

Para as instituições de saúde, esses movimentos se encontram em um mesmo ponto: a jornada digital está se aproximando cada vez mais da jornada de aquisição e acesso.

E a escala da própria operação da Nuria ajuda a ilustrar como esse ecossistema vem se desenvolvendo.

Atualmente, a Nuria conta com:

  • +10 mil integrações rodando;

  • +900 unidades de saúde conectadas;

  • +25 milhões de agendamentos online em 2025;

  • +112 milhões de dados transacionados com segurança.

Esses números representam um ecossistema em que tecnologia, dados e acesso precisam funcionar de maneira integrada.

Afinal, quanto mais digital se torna a jornada, maior é a necessidade de conectar os pontos que fazem parte dela.

Encerramos o Health Growth Lab com a certeza de que grandes transformações começam quando pessoas, ideias e empresas se reúnem para olhar na mesma direção. 

Para a Nuria, é motivo de orgulho ter construído esse momento ao lado do Google e de todos que fizeram parte dele, seja no palco, na plateia ou nos bastidores. A todos que contribuíram para essa conversa, nosso muito obrigado por, junto conosco, marcarmos hoje o futuro da saúde. 












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