23 de fevereiro de 2025
Aquisição de pacientes: como transformar diferentes canais em uma jornada de conversão

Encontrar uma instituição de saúde na internet não significa, necessariamente, escolhê-la.
O paciente pode pesquisar uma especialidade no Google, acessar um site, comparar profissionais na Doctoralia, consultar avaliações, conversar pelo WhatsApp e só depois decidir se vai agendar. Em cada uma dessas etapas, existe uma oportunidade de avançar, mas também um ponto em que a intenção pode se perder.
Por isso, discutir aquisição de pacientes hoje exige olhar além da geração de tráfego. A questão é entender como diferentes canais participam da decisão e, principalmente, como reduzir os obstáculos entre o primeiro contato e o agendamento.
Nesse cenário, a multicanalidade na saúde ganha uma nova dimensão: não se trata apenas de conectar canais, mas de fazer com que eles acompanhem a intenção do paciente até a conversão.
Vamos aprofundar essa conversa juntos?
Seu paciente encontrou você, mas isso não significa que ele vai agendar
Imagine uma pessoa procurando por uma clínica especializada em determinada condição.
Ela pesquisa no Google, encontra a instituição entre os resultados e entra no site. Até aqui, a estratégia de aquisição funcionou.
Mas então surgem algumas perguntas: onde está o serviço que ela procura? Quais profissionais atendem? Há horários disponíveis? É possível agendar online? Precisa ligar? Pode tirar uma dúvida pelo WhatsApp?
Se encontrar essas respostas exigir esforço demais, a jornada pode terminar antes mesmo do contato com a equipe.
E esse é um dos pontos menos discutidos sobre captação de pacientes: gerar uma oportunidade e convertê-la são etapas diferentes.
Uma estratégia pode ter bom alcance, tráfego e engajamento e, ainda assim, perder pacientes no caminho. O problema, nesse caso, não está necessariamente no canal de aquisição, mas na experiência que acontece depois dele.
Qual o lugar da intenção na jornada digital?
A jornada do paciente digital não é igual em todos os momentos e a intenção também muda conforme ele avança. Uma busca no Google pode representar uma necessidade ainda aberta, por exemplo: ‘tratamento para dor no joelho’ e outra pode ser muito mais específica: ‘ortopedista especialista em joelho’.
Essa diferença importa porque cada ponto de contato pode cumprir uma função:
Google e SEO na saúde ajudam a capturar demandas e colocar instituições no radar do paciente;
Plataformas como a Doctoralia podem contribuir para a descoberta e avaliação de profissionais;
Sites institucionais oferecem informações que ajudam na consideração;
WhatsApp pode eliminar dúvidas e facilitar o contato;
Agendamento online transforma uma intenção em ação.
Por isso, o foco está em garantir que o paciente avance sem esbarrar em uma nova barreira a cada mudança de canal, e não na expectativa de que um único canal dê conta de tudo.
Do clique à consulta: onde a aquisição costuma vazar?
Um dos maiores desafios do marketing digital para hospitais e outras instituições de saúde é enxergar o que acontece depois do clique. Por isso, considere uma jornada simples:
Google → site → busca por serviço → disponibilidade → agendamento.
Se qualquer etapa apresentar atrito, a conversão pode cair. Veja:
O paciente pode não encontrar a informação; pode precisar preencher dados repetidamente; pode descobrir que o canal pelo qual chegou não permite realizar o próximo passo, ou simplesmente desistir porque o caminho é mais trabalhoso do que esperava.
É por isso que recursos como o Reserve with Google são interessantes dentro de uma estratégia maior. Ao aproximar a descoberta e agendamento, eles mostram uma lógica importante para a aquisição: quanto menor a distância entre intenção e ação, menor a oportunidade de abandono.
O mesmo princípio vale para toda a jornada, já que não basta perguntar quantas pessoas chegaram pelo Google, mas é preciso entender quantas conseguiram avançar.
A aquisição acontece na passagem de um canal para outro
Uma jornada multicanal se parece menos com vários caminhos independentes e mais com uma sequência de passagens:
O Google entrega a primeira oportunidade;
O site aprofunda a informação;
Uma plataforma pode ajudar na comparação;
O WhatsApp elimina uma dúvida;
O agendamento transforma a intenção em ação.
O problema aparece quando essa passagem de bastão falha.
O paciente encontra a instituição no Google, mas não consegue localizar o serviço. Depois entra no site, mas precisa procurar demais. Em seguida, até encontra o contato, mas recebe uma orientação diferente daquela apresentada anteriormente. Enfim inicia uma conversa, mas precisa explicar novamente o que procura.
Você também desistiria, não? Cada ruptura aumenta o esforço necessário para continuar.
Por isso, integrar canais não significa fazer todos eles funcionarem da mesma maneira. Significa garantir que as informações, os dados e os próximos passos estejam suficientemente conectados para que o paciente consiga avançar.
No fim, o que importa avaliar é quantas vezes o paciente precisa parar, voltar ou recomeçar até conseguir agendar, mais do que quantos canais a instituição disponibiliza.
O que muda quando a jornada começa a entender o contexto?
É aqui que tecnologia, dados e Inteligência Artificial começam a ganhar relevância.
Hoje, a IA pode contribuir para interpretar a intenção do paciente, responder dúvidas, direcionar solicitações, personalizar interações e automatizar tarefas. Mais do que acelerar respostas, porém, seu potencial está em ajudar a preservar o contexto.
Lembre-se da situação que descrevemos acima que, em uma experiência fragmentada, cada etapa pode parecer uma nova conversa. Já em uma experiência integrada, as informações necessárias para avançar podem estar conectadas.
Essa diferença é importante porque conveniência tem menos a ver com velocidade e mais com não obrigar o paciente a repetir o que já informou ou descobrir sozinho qual é o próximo passo.
(H3) IA e automação: menos transferência, mais continuidade
Para instituições de saúde, a aplicação da inteligência artificial na saúde não precisa começar por projetos complexos e pode iniciar justamente nos pontos em que a jornada costuma travar.
Uma IA pode ajudar a identificar o motivo do contato e direcionar o paciente para o serviço mais adequado, enquanto a automação facilita confirmações e outras etapas operacionais. Ao mesmo tempo, sistemas integrados permitem que essas informações circulem entre diferentes pontos de contato, criando uma experiência mais consistente e reduzindo a necessidade de o paciente repetir dados ou reiniciar sua jornada a cada novo canal.
Reduzir o número de decisões que o paciente precisa tomar para chegar ao agendamento: é aí que está o ganho, mais do que na automação do atendimento em si.
Saber quantos obstáculos existem entre a intenção e a ação é o indicador mais interessante para qualquer estratégia de aquisição.
Como saber se sua estratégia realmente está convertendo demanda?
Uma visão integrada também muda a forma de medir resultados, já que olhar apenas para acessos ao site, cliques, seguidores ou mensagens pode esconder os vazamentos da jornada. Para entender a eficiência dos canais de aquisição de pacientes, é necessário acompanhar a progressão entre as etapas.
Abaixo, mapeamos algumas perguntas que ajudam:
De onde vêm os pacientes que efetivamente agendam?
Quais canais geram apenas tráfego e quais geram intenção?
Em que etapa os pacientes abandonam a jornada?
Quantas interações são necessárias até o agendamento?
O paciente precisa repetir informações ao mudar de canal?
Quais etapas poderiam ser automatizadas?
Onde a IA poderia reduzir atrito sem comprometer a experiência?
Chegar a essas respostas orientarão sua instituição a transformar dados de canais em uma visão mais completa da aquisição.
Aquisição é acompanhar a intenção do paciente até a ação.
A grande verdade é que o paciente já transita naturalmente entre diferentes canais. Para ele, não existe uma jornada de Google, outra de WhatsApp e outra de site, mas sim, uma única necessidade que precisa ser resolvida da forma mais simples possível.
Por isso, a multicanalidade na saúde precisa evoluir de uma lógica de presença para uma lógica de conexão. Na Nuria, nós acompanhamos essa transformação entendendo tecnologia, dados, automação e canais como elementos de uma mesma experiência.
Afinal, a melhor estratégia de aquisição não é a que cria mais pontos de contato, mas a que deixa menos oportunidades de conversão pelo caminho.
Sua estratégia de aquisição acompanha o paciente em todos os momentos da jornada?
Vamos conversar!
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